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A FORMAÇÃO DE DOCENTES DE TODOS OS NÍVEIS
A formação de docentes, assim como a de pesquisadores, se enquadra, na verdade, na categoria anterior, na medida em que o ensino, do mesmo modo que a pesquisa, se tornou uma “profissão”. Mas é evidente que para a Universidade não se trata de profissões como as outras, e é normal considerá-las à parte.
As mudanças na educação dependem, em primeiro lugar de termos educadores maduros, intelectuais e emocionalmente curiosos, que saibam motivar e dialogar. O educador autêntico é humilde e confiante, mostra o que sabe, porém está sempre atento ao novo, ensina aprendendo a valorizar a diferença, a improvisar. Aprender por sua vez, é passar da incerteza a uma certeza provisória, pois dará lugar ás novas descobertas, não há estagnação no sistema de aprendizagem e descobertas. O novo deve ser questionado, indagado e não aceito sem análise prévia. Por isso é importante termos educadores, com amadurecimento intelectual, emocional, ético que facilite todo o processo de aprendizagem. As mudanças na educação dependem também de administradores, diretores e coordenadores que atendam todos os níveis do processo educativo. Os alunos também fazem parte da mudança. Alunos curiosos e motivados, ajudam o professor a educar. (MASSETTO 2003, p. 146)
A formação de docentes, que se reduz atualmente aos Licenciados e às atividades das Escolas Normais e aos Mestres, deverá se desenvolver mais, sobretudo em função da necessidade cada vez maior de docentes de todos os níveis, particularmente daqueles que podem proporcionar formações de tipo “profissional”.
Também aqui se impõe um planejamento que leve em conta, ao mesmo tempo, as previsões demográficas, econômicas e sociais, e que se faça acompanhar de orientação seletiva.
