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A FORMAÇÃO PARA A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL
Esta formação, que pode levar a competências de níveis bem diversos e que é praticamente inexistente nas universidades brasileiras, a não ser talvez nos CEFET’s (Centros Federais de Educação Tecnologica) e no SENAI (Serviço Nacional de Aprendizado Industrial) e SENAC (Serviço Nacional de Aprendizado Comercial), é a que melhor corresponde ao mesmo tempo às ambições dos estudantes e às necessidades da economia. Atualmente ela é monopolizada pelas instituições grandes, médias e pequenas, exteriores ao Ensino Superior, mas é cada vez mais evidente que a Universidade de amanhã terá de se abrir amplamente às formações deste tipo, sob pena de iludir cruelmente seus principais usuários.
Na medida em que as necessidades “profissionais” de cada época são inteiramente condicionadas por todos os âmbitos da vida econômica e social, não se poderia evitar que este tipo de formação, mesmo com todas as dificuldades decorrentes do problema da “previsão de rendimento”, tivesse um mínimo de planificação (tanto de médicos, quanto de químicos industriais ou de técnicos de informática gerencial e assim por diante); e isto incluiria ainda uma orientação seletiva que, por sua vez, também coloca problemas difíceis que não podem ser ignorados sob pena de se formar desempregados.
