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  1. A PESQUISA

Vamos nos dedicar aqui a descrição que é, ao mesmo tempo, menos aprofundada e mais ampla da ideia de pesquisa, que vai muito além do âmbito das ciências exatas e mesmo das ciências humanas.

Sabe-se que a pesquisa pode tomar a forma ou de pesquisa fundamental ou de pesquisa aplicada, sendo que esta última avança no domínio técnico através da pesquisa de desenvolvimento.

A pesquisa fundamental visa a essencialmente descobrir as leis da natureza. A pesquisa aplicada visa sobretudo inventar aplicações práticas para as leis fundamentais.

Finalmente, a pesquisa de desenvolvimento está ligada sobretudo à busca de procedimentos técnicos tão eficazes quanto possíveis ao nível da produção.

Em um sentido ainda mais amplo, a pesquisa pode ser definida, numa primeira aproximação, como um conjunto de investigações. Operações e trabalhos intelectuais ou práticos, cujo objetivo é a descoberta de novos conhecimentos, a invenção de novas técnicas e a exploração ou a criação de novas “realidades”.

Vale assinalar, por outro lado, para dissipar uma confusão muito disseminada, que neste âmbito não se pode falar propriamente de “finalidade”. Espera-se, é claro, que as investigações, operações e trabalhos que constituem a pesquisa conduzam à descoberta, mas o êxito não é jamais assegurado. O pesquisador não é uma “máquina de descobertas”. Pesquisar não implica de modo algum a obrigação de encontrar, e ninguém pode condenar um pesquisador ativo por não chegar a encontrar “um resultado importante”. A importância de uma obra nem sempre aparece imediatamente e muitos criadores permaneceram desconhecidos por muito tempo ou por falta de visão dos “experts”.